Nós Somos

A Cia. de Teatro Tumulto, formada por atores da Cidade de Deus e de outras comunidades do Rio de Janeiro está ligada diretamente à CUFA , sob direção geral de Anderson Quak e Liz Oliveira.
Tem como objetivo primordial ofertar novas telas e óticas para o teatro brasileiro. Reforçar os laços de cultura com a população de acesso restrito. Como lema, os atores adotaram a máxima:
“Tumultuar. Contrariar o óbvio. Impressionar. Desconcertar. Mexer com quem está quieto.”
São produções de qualidade, propostas inovadoras, num teatro comunitário ousado e uma arte comprometida com as questões do homem contemporâneo.
O núcleo de dramaturgia se prolifera a cada movimento distinto em classes especializadas para jovens e crianças.
Promove o intercâmbio cultural, por meio de mesas de relacionamentos, debates, encontros artísticos e governamentais, e marca sua presença na inserção sócio-cultural.
Conquistou o apoio cultural de representantes do teatro brasileiro, como Lázaro Ramos, Maria Padilha, Babu Santana, Mariana Ximenes, Guida Viana, Thais Araújo, Tereza Gonzalez e muitos outros tumultuadores.
A inserção de parcerias, apoios e patrocínios, por partes privadas ou governamentais, contribuirão para a expansão e profissionalização teatral, com efeito multiplicador comunitário.
Mundo afora, a Cia de Teatro Tumulto recebe o apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado.

Capítulos Artísticos

· Prazer em Família

· Paranóia Carioca
· Carroça da História
· Paparutas
. Navio Negreiro
· A Nóia da Paranóia
· Papo Calcinha

. Burgues da Lata

segunda-feira, janeiro 05, 2009


Prazer em Família






Ter dirigido o espetáculo Prazer em Família, foi uma experiência extremamente gratificante, pois além de ser a primeira vez que dirijo uma peça de teatro, foi o maior exemplo de prática de desapego pela qual já passei. No início do Curso de Formação de Atores da Cia. de Teatro Tumulto/2008 em julho, o diretor-geral da Cia., Anderson Quak, expôs ao grupo o objetivo de montar um espetáculo no final do ano e perguntou quem gostaria de ajudar-lhe na direção. Prontamente estiquei o braço e me coloquei a disposição para ser seu assistente de direção. O ator Ricardo Andrade também demonstrou seu interesse em dirigir. Pouco tempo depois, ao ingressarem novos integrantes para o curso, Quak decidiu dividir a turma em dois grupos, sendo um com atores veteranos e outro com atores novatos, sem experiência em montagens teatrais. Cada grupo deveria montar um espetáculo diferente para o mês de agosto. Após a divisão da turma, em mais uma reunião, o diretor-geral explicou aos membros da Cia. que precisaria se afastar por um tempo e que isso faria com que a direção tivesse que ser defendida por nós mesmos. Até então eu estava tranquilo, com a idéia de fazer assistência ao Ricardo Andrade, vulgo Cadinho, porém, logo depois soube que cada um teria que dirigir uma peça. Cadinho optou por deixar o grupo dos veteranos e dirigir o elenco de calouros. Então eu assumi o grupo dos letrados, como Quak chamava. Pedi que Milton Filho, na época um dos atores da Cia., me ajudasse na direção. No entanto, devido a assuntos profissionais, Milton precisou se afastar do grupo, fazendo com que eu ficasse sem o apoio de um assistente. Nesse momento, o Curso de Formação de Atores já ia de vento em popa, o que também me tomava bastante tempo, afinal eu era o responsável pelos convites aos professores do curso. Solicitei então ao Quak que me permitisse adiar o espetáculo para outubro, o que ele prontamente aceitou. Sabiamente porém, me disse que isso iria fazer com que eu relaxasse, o que, de fato, ocorreu. Problemas de saúde em minha família, fizeram eu me afastar por um tempo maior do que o previsto, o que gerou ainda mais atraso na confecção da peça. A montagem foi adiada para o mês de janeiro de 2009, o que fez todo o grupo relaxar. Nesse momento, grande parte do texto da peça já havia sido escrito por mim e por outros integrantes do grupo com talento para a escrita dramatúrgica. O esboço da peça havia sido formado rapidamente em um brainstorm da Cia., resolvemos falar de como os idosos são maltratados, tendo como pano de fundo os prazeres particulares de cada personagem, as manias características de cada um. A peça recebeu o título provisório de Prazer e Suas Nuances. Muito atento ao que era dito nas reuniões e procurando ser democrático na hora de escrever o texto, consegui escrever a primeira cena quase que num mesmo impulso e definir os personagens da história, sabendo com quem eu poderia contar no elenco. No período em que estive afastado, Quak já havia conduzido uma reunião em que ficou definido quem iria participar da montagem como ator e quem estaria na produção. Consegui participar dessa reunião, mesmo que somente mais tarde. Contando com o auxílio e a experiência como roteirista do ator Cacau Amaral, fomos lapidando o que já estava feito. Determinadas cenas foram eliminadas, alguns personagens caíram pois o elenco era menor, ou seja, a história ficou mais enxuta. Sendo assim, algumas personalidades se fundiram e outras simplesmente deixaram de existir. Foi meu primeiro desapego. Então, através do segundo semestre do ano, eu, Cacau, Luiz D'Albuquerque, Ana Paula Borges, Dilene Prado, Dri Ferreira e Geysa Ramos, escrevemos a maior parte do texto, porém ainda faltava escrever três cenas. No início do mês de novembro vem uma notícia-bomba: teríamos que apresentar os dois espetáculos ainda em 2008! Nos dias 19 e 20 de dezembro. Havia pouco mais de um mês e teríamos que correr muito para tudo dar certo. Bem, dizem que algumas coisas só acontecem se houver pressão. Comecei a correr contra o tempo. Foi então que comecei a enxergar as maiores dificuldades pelas quais um diretor passa. O elenco nunca estava completo, o ator principal que viveria o velho Otílio passava por problemas sérios de saúde, não havia ninguém na produção, etc. O desespero de não decepcionar a direção geral começou a bater, junto com a responsabilidade de apresentar um bom trabalho, afinal, no grupo, já éramos todos veteranos em montagens teatrais. Eu sempre fui um ator que sugere, que dá pitacos na direção de espetáculos e/ou filmagens das quais participava. Na verdade minhas sugestões sempre foram aproveitadas, o que me deu motivação para aceitar dirigir sozinho um espetáculo. Nunca pensei que fosse ser tão difícil. Às vezes penso que a dificuldade foi gerada por falta de alguém na produção, outras vezes por minha falta de preparo na direção. Finalmente consegui o apoio de Leandro Santos, integrante da Cia. que não estava em nenhum dos espetáculos. Ele se ofereceu para ser meu assistente de direção, porém sua agenda nunca batia com as datas marcadas para os ensaios. O curso ainda não havia acabado, mas quando havia chance, eu tentava encaixar um ensaio, o que nem sempre era possível, fosse por falta de atores do elenco, fosse por alguma aula ou atividade extra proposta por Quak. A apresentação do espetáculo foi definida para o dia 20 de dezembro de 2008. Figurinos, cenário e produção também ficaram na minha responsabilidade. Duas semanas antes ainda não havia conseguido ensaiar com Luiz D'Albuquerque, que faria o personagem central. Embora tenha participado de todo o processo inicial e de querer realmente participar da montagem, seus problemas pessoais acabaram por afastá-lo da peça. No dia 06 de dezembro, Sábado, durante o almoço, Luiz, pelo telefone, pediu para sair. Foi meu segundo desapego. Por já o conhecer de longa data e confiar que seu talento seria fundamental para passar a mensagem da peça, achava que seria muito arriscado substituí-lo. Nesse momento, pensei, olhei para a frente e quem estava sentado comigo almoçando? Cacau Amaral! Conversamos, fiz a proposta e ele, felizmente aceitou! Anteriormente ele estava fazendo o papel de José Roberto, filho do patriarca Otílio e já estava bem à vontade no personagem. Cacau ficou preocupado em não conseguir decorar totalmente as falas de Otílio, mas o traqüilizei dizendo que o importante era passar a idéia do texto. Àquela altura do campeonato eu precisava ser bastante compreensível com ele. Pode parecer loucura, mas somente dois dias antes da estréia consegui reunir o elenco inteiro da peça. Fizemos um ensaio cansativo para os atores, embora eu estivesse com tanta adrenalina que nem percebi as horas passando. Na sexta-feira, dia 19, após a empolgante estréia de Caras, espetáculo dirigido por Ricardo Andrade com os novos atores, me reuni com o elenco de Prazer em Família, título definitivo do espetáculo que fora definido na semana anterior, e começamos a ensaiar com a observação do diretor-geral, Anderson Quak, que deu ótimas sugestões para serem aplicadas na estréia, porém com a ressalva de que haviam falas a serem cortadas. Saímos da base na CUFA por volta de 02:00 h da madruga. Eu e alguns atores do elenco ainda paramos para um lanche que durou até às 04:30 h da manhã. Foi bom para tentar relaxar, afinal eu parecia tão tenso como nunca estive antes. No dia da estréia pela manhã, precisei ir buscar o cenário, que não havia ficado pronto no prazo combinado. Isso foi a confirmação para que fossem feitas alterações na iluminação programada. O auxílio de pessoas como Liz Oliveira, Clécio Arruda e DMC, foram fundamentais para a realização do espetáculo. Clécio, por se dedicar intensamente a confecção da iluminação do espetáculo, DMC e seu equipamento de som, que mesmo tendo participado de apenas um ensaio, conseguiu entender a essência do trabalho e Liz por fazer pressão para que o trabalho saísse ainda em 2008 e saber ouvir as angústias de um diretor estressado (eu!) e aconselhar- me a curtir o que havia me dedicado com tanto afinco e sentir Prazer com a direção. As palavras de Liz foram determinantes para que eu me sentisse mais forte na minha decisão de não cortar ainda mais o texto. O apoio e a compreensão de maior parte do elenco, fizeram com que no último ensaio (sem a presença de Cacau por motivos profissionais), a peça tenha se mostrado coesa, embora um tanto arrastada. Conversei novamente com os atores e tentei cortar algumas frases, conforme orientação da direção-geral. Foi meu terceiro desapego. Então, partimos para um aquecimento seguido de um relaxamento guiados pela atriz Claudia Leopoldo. Isso foi o suficiente para que nosso grupo entendesse que iríamos conseguir o que almejamos: apresentar um espetáculo vivo, emocionante que pudesse tocar o coração de quem o assistisse. Finalmente, começaram as preparações finais: figurino, maquiagem, e, lógico, a oração para iniciarmos. Então, abracei cada um dos atores de meu elenco e parti para a entrada do teatro para receber a platéia, juntamente com o Quak. Primeiro vimos a esquete infantil A Magia do Natal, dirigida pela parceira Juliana Moraes, depois teve início meu tão sonhado espetáculo. Tudo corria bem, mas meu coração pulava como se eu estivesse acabado de correr a São Silvestre. Até que, na primeira necessidade da troca de cenário, os atores a quem eu pedi essa função não o fizeram. Bastou para me deixar nervosíssimo, achando que daria tudo errado, que ficaria feio, etc. Cheguei a levantar para ir até o palco, mas bastaram algumas palavras do colega Paulo Rhasta (que estava filmando o espetáculo) para eu entender que não devia fazer nada. "Você não vai fazer isso!", ele disse. Foi o suficiente para eu lembrar que o que eu podia fazer pelo espetáculo já estava feito. Agora o espetáculo era dos atores, eles comandavam as ações. Foi meu quarto e derradeiro desapego. Qual não foi minha surpresa ao ver a solução encontrada pelo iluminador Clécio ao dar um B.O. para facilitar a troca do cenário. Mesmo assim, só consegui relaxar de fato após o término do espetáculo, quando os convidados começaram a aplaudir.

Foi lindo! Mágico! Maravilhoso! Uma emoção que só me lembro de ter sentido por mais três vezes em minha vida! Fiquei radiante! Na hora de conversar com a platéia, parecia até que só havia eu ali, tamanha a euforia em que estava nem queria deixar os outros falarem. Felizmente percebi isso a tempo e desconstruímos o espetáculo, relembrando as dificuldades mas agradecendo a Deus o sucesso da realização. Palmas para todo o elenco, que se empenhou em fazer o melhor, conseguiram brincar com seus personagens, seus sentimentos estavam nítidos. Todos brilharam no palco! Palmas para a equipe técnica que com tão boa vontade ajudou a abrilhantar a peça! Palmas para o diretor-geral, Quak, que me permitiu dirigir uma montagem com total confiança! Ele, que mesmo podendo vetar algumas situações, me deu livre-arbítrio para fazer do meu modo e conseguir enxergar esse trabalho como um verdadeiro espetáculo! Que venham os próximos!

Alex Borges
Ator e Coordenador do Curso de Teatro da Cia. Tumulto
Diretor do espetáculo
Prazer em Família

quarta-feira, dezembro 24, 2008

TUMULTOLODUM



Na primeira semana de dezembro, após assistir aos espetáculos "Ó paí ó" e "Áfricas", não esperava ver algo tão maravilhoso.

O Bando de Teatro Olodum em sua passagem pelo Rio de Janeiro com a apresentação de várias montagens de seu repertório, bem como a ministração de oficinas para atores, permitiu à Cia. de Teatro Tumulto, aos jovens do Jongo da Serrinha, entre outros, a possibilidade de se aperfeiçoarem ainda mais na arte dramática.

O grupo, que surgiu em 1990, inicialmente vinculado ao bloco-afro de mesmo nome, tem como principal característica a forma clara com a qual procura se comunicar com seu público, seja através das danças, figurinos e adereços ou simplesmente através do texto. O Bando é capaz de nos transportar para o universo que propõe. Com o reconhecido sucesso do filme e do seriado exibido recentemente na televisão, "Ó paí ó" se passa nos arredores do Pelourinho, em Salvador - BA e nos apresenta personagens genuinamente brasileiros com os quais é impossível não se identificar. O elenco, formado por atores e músicos, além de compor muito bem seus personagens (tipicamente baianos em sua maioria), também canta e dança graciosamente as coreografias. As músicas também são um ponto alto do espetáculo.

"Áfricas" foi produzido especificamente para o público infanto-juvenil e retrata de forma lúdica, situações e lendas do continente africano, com espetaculares performances musicais.

Após a paixão à primeira vista pelo grupo, a Cia. de Teatro Tumulto foi agraciada com um convite para participar das oficinas que seriam ministradas pelo Bando.

Na segunda-feira, dia 08.12, no espaço do Grupo Tá na Rua, na Lapa, Zebrinha, coreógrafo do Bando de Teatro Olodum, fez com que os participantes da oficina recebessem um verdadeiro estímulo cultural, ao aprender a homenagear os orixás e a agradecer e aproveitar as energias vindas do próprio solo.

Depois foi a vez de vivenciar momentos nostálgicos ao ativarmos nossas lembranças na oficina de Memória, ministrada por Cássia Valle, atriz do Bando. Balas, paçocas e jujubas, bem como o manuseio de massa de modelar para a criação de objetos vivos em nossas memórias, nos ajudaram a praticamente voltar à infância. A participação de conhecidos integrantes da Cia. dos Comuns, Débora Almeida e Valéria Monã, também foi muito gratificante.

No dia seguinte, ainda com o corpo dolorido em função do vasto aprendizado com Zebrinha, foi a vez de Chica Carelli (autora e diretora de várias peças do repertório do Bando) dar seu recado na oficina de Interpretação. Fomos conduzidos a montar uma história baseada em nossas próprias lembranças e criar um personagem que agisse, falasse, se locomovesse e respirasse de forma totalmente diversa da nossa. Depois separados em grupos, cada um apresentou seu personagem e ao final, montamos uma cena que foi avaliada pelos demais grupos.

A segunda aula com Cássia nos fez pensar a respeito da Identidade, ou seja, o que nós somos, o que não podem nos tomar, a nossa verdadeira cultura. Fechamos o dia de trabalho com cenas que retratavam o tema em estudo.

No último e intenso dia, mais uma vez tivemos aula com Zebrinha. Foi um momento de total superação para a maioria do grupo, pois percebemos que éramos capazes de dançar da mesma forma que tanto admiraramos nos espetáculos. No final do dia, Chica nos guiou para que nos "transformássemos" em animais e depois tentássemos nos comunicar como eles, contando uma história. Num outro momento do exercício, como se os animais soubessem falar, contamos a mesma história com palavras compreensíveis, porém mantendo as características dos animais que nos inspiraram. Dessa forma, tivemos mais uma oportunidade de aperfeiçoar nossos estudos ao lado de profissionais tão gabaritados quanto admiráveis. Fica um verdadeiro gostinho de acarajé, digo de "quero mais".

Thiago Ramos
ator e produtor da Cia. de Teatro Tumulto
thyagoroderich@hotmail.com

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Prêmio Hutúz 2008_Carnaval Hutúz



No dia 27 de novembro não havia mais espaço para tanta alegria, energia e foliões felizes no palco do Canecão.

A TUMULTO, saída do telão para o palco do Canecão (até rimou) fez a abertura do Prêmio Hutúz 2008_Carnaval Hutúz junto com o grupo Maracutaia, e sacudiu com força total a platéia que lotava o Canecão.

Interessante foram alguns artistas se reconhecerem no vídeo através das caracterizações feitas pelos atores da Tumulto, além de Ivo Meirelles representado pelo ator Leandro Santos, estavam presentes na platéia e no vídeo, Quitéria Chagas e Selminha Sorriso, representadas respectivamente por mim, Lutieni Galiza e a atriz Dilene Prado.
Só faltou o Neguinho da Beija-Flor, que estava representado pelo ator Thinnyn Magalhães.

A noite de premiação foi marcada por muita expectativa e alegria por parte da platéia e dos indicados ao Prêmio Hutúz 2008, que tinha os atores da Cia Tumulto, Paulo Hasta e Cacau Amaral também entre eles, nas categorias DEMO MASCULINO e HIP HOP CIÊNCIA E CONHECIMENTO.

Dentre tudo que vi, um dos pontos altos foi quando MV Bill, quem anunciou os indicados e entregou o prêmio de Melhor Vídeo Clipe, mandou o papo reto para a MULTISHOW, uma das promotoras do evento, a respeito da exibição dos vídeos clipes de hip hop nacionais em seu canal, considerando que os clipes exibidos no Hutúz foram muito bem produzidos e que houve uma melhora fabulosa na qualidade deles de 2 anos pra cá, segundo avaliação do próprio Bill. Então qual era a desculpa para a MULTISHOW não exibi-los?
Se liga MULTISHOW!!!

Outro momento alto foi da fala de Tony Tornado, grande ator e cantor negro, de que o Prêmio Hutúz o fez lembrar de sua conquista no V Festival Internacional da Canção, com a música "BR-3".

E fechando com chave de ouro, a bateria da Portela levou o Canecão à loucura com muito samba e lindas passistas misturadas aos manos e às minas no palco quebrando as cadeiras e sambando tudo!!!

Agora é esperar pelo ano de 2009, quando o Hutúz fecha o seu ciclo de 10 anos, após dar visibilidade e mostrar o poder que há na cultura Hip Hop para que esta mantendo-se forte, lance novos talentos e premie novos nomes através de novos eventos pelo Brasil.


Por Lutieni Galiza
atriz da Cia de Teatro Tumulto
lutieni@yahoo.com.br
TUMULTO NO SESC



Durante os dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, Anderson Quak, Andréa Gomes, Liz Oliveira, Juliana Moraes, Thiago Ramos, Viviane Paranhos, Cacau Amaral, André Santana, Ana Paula Borges, Leandro Santos e Ceição Valladares, integrantes da Cia. de Teatro Tumulto, participaram da oficina do Grupo Estado Dramático oriundo da BAHIA, realizada no SESC da Barra da Tijuca.


O primeiro dia já mostrou exatamente o que estava por vir. O aprendizado no dia em que comemoramos a Consciência Negra, foi de extrema importância para todos os atores.

O intercâmbio promovido pelo projeto do Palco Giratório foi composto pelo conhecimento do Grupo Estado Dramático e da Cia. Tumulto e foram fundamentais para a proposta que viria a seguir. No mesmo dia, à noite, Maurício Assunção apresentou o monólogo "Casa de Ferro", em que exibiu ampla desenvoltura corporal e pontuou o espetáculo com detalhes cênicos, os quais havia comentado durante toda a tarde.

Exercícios de respiração e expressão corporal foram sendo conduzidos de forma a montar um espetáculo para a conclusão da oficina.
As sensações extraídas das cores deram o tom do penúltimo dia de oficina.
Através de simbolismos e com o desenvolvimento de frases que expressavam os sentimentos dos representantes de cada cor, o trabalho de finalização do intercâmbio, apresentado no último dia (domingo), foi aperfeiçoado de tal forma que o transformou em um espetáculo difícil de ser esquecido.

A força e a sensibilidade demonstradas pelos
atores, tanto na execução da montagem bem como durante a preparação da cena, foram essenciais para a apresentação de um belo espetáculo, onde foram notáveis as características básicas da Cia. Tumulto e onde percebeu-se a fácil e total assimilação pelo público presente na Praça Tim Maia no Recreio dos Bandeirantes.


O cenário natural com a praia ao fundo, parecia escolhido a dedo para um encaixe perfeito entre a peça, seus personagens, cores e a platéia, formada principalmente por banhistas de um dia nublado e amigos da Cia. Tumulto.
Viva a diversidade de cores/raças!

Thiago Ramos
ator e produtor - Cia. de Teatro Tumulto
thyagoroderich@hotmail.com

"Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum"


ECO/UFRJ sedia em dezembro o Fórum Livre de Direito Autoral


A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e Rede Universidade Nômade.

O Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso a cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral. Inscrições estão abertas pelo site do evento: http://forumdireito autoral.pontaoda eco.org/

Participam do Fórum alguns dos maiores especialistas nas mutações do capitalismo contemporâneo, como o italiano Antonio Negri e o norte-americano Michael Hardt, autores de "Império" e "Multidão". O tema dos "commons" e as mutações na propriedade intelectual no Capitalismo Cognitivo atravessam os debates.

A Cultura do compartilhamento e da cópia, o uso educacional e não-comercial de filmes, livros e música, o direito de acesso aos bens culturais, a criminalização dos consumidores, as novas formas de negócios "abertos", o domínio público, as novas formas de licenciamento e de remuneração do autor e os impasses e desafios para criadores, produtores e consumidores de cultura e seus agentes serão debatidos por teóricos, professores universitários, advogados, líderes de movimentos sociais e empresários, estudantes de Comunicação, Direito, Economia, criadores, etc.Em virtude das mudanças sociais, do avanço tecnológico e do conseqüente surgimento de novos arranjos de produção e distribuição de cultura, a questão do direito autoral mobiliza não apenas os profissionais do Direito, mas múltiplos segmentos da sociedade. O próprio Ministério da Cultura vem promovendo, ao longo do segundo semestre de 2008, dentro do Fórum Nacional de Direito Autoral, seminários de discussão do tema. O Fórum Livre terá a participação do Ministro da Justiça, Tarso Genro; do Secretário de Políticas Públicas do Minc, Célio Turino; e do Coordenador Geral do Direito Autoral do Minc, Marcos Alves de Souza.

O Fórum propõe ampliar os questionamentos políticos, sociais e éticos, oferecendo mecanismos de produção e possibilidades de políticas públicas e de arranjo legal que democratizem o acesso à cultura, sem prejuízo aos produtores e empresários desses setores. Pretende-se também mobilizar estudantes, professores, advogados, profissionais da Comunicação, ativistas e produtores culturais em torno das mudanças urgentes e inadiáveis na relação entre os poderes público e privado e o setor dos direitos autorais.

O Fórum Livre dos Direitos Autorais tem o formato de Seminário, com a realização de oito mesas, abertas ao público, com transmissão on-line.

Ao final do Fórum, as propostas discutidas ao longo de três dias serão encaminhadas para o Ministério da Cultura em carta aberta da sociedade civil propondo mudanças na lei.


Inscreva-se clicando aqui (os participantes terão certificado) e confira a programação completa clicando aqui.

Fórum Livre do Direito Autoral – O Domínio do Comum

Dias 15, 16 e 17 de dezembro de 2008 – Rio de Janeiro
Local: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Auditório Pedro Calmon) – campus Praia Vermelha
Av. Pasteur, 250. Praia Vermelha. Tel. 21 3873-5067
Site: http://forumdireito autoral.pontaoda eco.org/
Realização: Ministério da Cultura (MinC)
Organização: Escola de Comunicação da UFRJ e Rede Universidade Nômade
Apoio: Pontão de Cultura Digital da ECO/Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
Mais informações:

Pontão de Cultura Digital da ECO UFRJ: pontao.eco@gmail.com

Assessoria de Imprensa da ECO/UFRJ: Elizabete Cerqueira: ecoufrj@uol. com.br

segunda-feira, dezembro 01, 2008

RIO: O TAMBOR CULTURAL QUE NÃO FAZ BARULHO, TERRITÓRIO ONDE A "SEGURANÇA" MATA ATÉ ARTE



Que tambor é este que não toca e não embala o bloco da preservação e recuperação do seu patrimônio cultural?

Que tambor é este que não embala com mais força e mais investimentos públicos os movimentos culturais periféricos que vêm assumindo a tarefa de construir identidades e atuar de maneira positiva na inclusão produtiva de jovens daqueles territórios marcados pela violên
cia?

Que tambor é este que não toca a marcha fúnebre, quando a polícia e o seu mais novo brinquedo - o "Caveirão Voador" - invade (na última sexta-feira) a comunidade da Serrinha em Madureira para realizar operações e destrói
a Escola de Jongo do Grupo Cultural Jongo da Serrinha, de acordo com informações da coordenadora executiva do grupo Dyonne Boy?

A polícia matar gente tem sido algo que a população carioca as
siste com passividade. Há até setores da sociedade carioca que aplaudem esta lógica de combate ao crime e, dão forma à massa "crítica" que na realidade é o estrato da mediocridade sócio-política da cidade que sustenta no inconsciente a idéia de que é politicamente correta.

Parece que ceifar vidas, desrespeitar os direitos humanos e transgredir direitos d
os estratos empobrecidos, pretos ou quase pretos da cidade, já não é tão inovador para a política de segurança em nosso Estado. A nova modalidade de execução agora é eliminar, com o aparato repressor, tradições culturais, pois destruir um espaço de preservação da memória afro-brasileira, de preservação da cultura do jongo, que atua na Serrinha como ferramenta pedagógica de educação e desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens é a demonstração de que esta nossa polícia é capaz de matar qualquer coisa que vê pela frente.

Pena que não confiaram naquele coronel (denunciado pelo Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas), que atou na guerra do Complexo
do Alemão, e que disse que o remédio para a dengue era a polícia. Bom, se eles conseguem investir para matar um patrimônio imaterial, matar mosquito com armas de fogo fica parecendo coisa fácil.

Este tambor não toca mais, pois resistiu à voz de prisão em outros tempos como na ditadura militar, mas foi assinado com um tiro de fuzil. Que seja lavrado o auto de resistência, uma tradição de cultura popular resistiu e levou uma saraivada de tiros.

Alô artistas, produtores e agentes culturais, estejamos atentos, assim vamos saber melhor redigir a mensagem da coroa de flores da próxima arte e/ou linguagem que o nosso medo vai enterrar.





JUNIOR P
ERIM
Coordenador Executivo da ONG Crescer e Viver
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(21) 8669-1830