Nós Somos

A Cia. de Teatro Tumulto, formada por atores da Cidade de Deus e de outras comunidades do Rio de Janeiro está ligada diretamente à CUFA , sob direção geral de Anderson Quak e Liz Oliveira.
Tem como objetivo primordial ofertar novas telas e óticas para o teatro brasileiro. Reforçar os laços de cultura com a população de acesso restrito. Como lema, os atores adotaram a máxima:
“Tumultuar. Contrariar o óbvio. Impressionar. Desconcertar. Mexer com quem está quieto.”
São produções de qualidade, propostas inovadoras, num teatro comunitário ousado e uma arte comprometida com as questões do homem contemporâneo.
O núcleo de dramaturgia se prolifera a cada movimento distinto em classes especializadas para jovens e crianças.
Promove o intercâmbio cultural, por meio de mesas de relacionamentos, debates, encontros artísticos e governamentais, e marca sua presença na inserção sócio-cultural.
Conquistou o apoio cultural de representantes do teatro brasileiro, como Lázaro Ramos, Maria Padilha, Babu Santana, Mariana Ximenes, Guida Viana, Thais Araújo, Tereza Gonzalez e muitos outros tumultuadores.
A inserção de parcerias, apoios e patrocínios, por partes privadas ou governamentais, contribuirão para a expansão e profissionalização teatral, com efeito multiplicador comunitário.
Mundo afora, a Cia de Teatro Tumulto recebe o apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado.

Capítulos Artísticos

· Prazer em Família

· Paranóia Carioca
· Carroça da História
· Paparutas
. Navio Negreiro
· A Nóia da Paranóia
· Papo Calcinha

. Burgues da Lata

domingo, novembro 16, 2008

Novas manifestações culturais


A manifestação cultural é, sem dúvida, a voz social, uma maneira do ser humano expor seu interior, o que pensa, o que deseja fazer, mover, ou modificar, numa busca incessante pelo novo e em prol da vida. Várias são as formas de se expressar, na telona, na TV, na literatura, na música, na dança e em outras muitas perform
ances.

O que se observa atualmente é que a manifestação popular tem conquistado espaço na mídia, o que não acontecia antigame
nte, devido à influência da classe alta. A cultura "do morro e da favela" ganhou as ruas e o Brasil com o funk, grupos de teatros, novos cantores românticos e até bailarinos.

O Grupo Cultural Afro-Reg
gae é um exemplo vivo de que a arte derruba barreiras e possibilita a realização de sonhos.


Nascido na favela de Vigário Geral, o Grupo Cultural AfroReggae é exemplo de sucesso no uso da música em prol de uma causa nobre. Ao oferecer uma formação cultural e artística para jovens moradores de comunidades, o projeto os ensina a construir cidadania e a escapar do caminho das drogas e do desemprego.

Apesar de lidar com diferentes atividades, por meio de oficinas, a música é considerada o melhor instrumento para atrair os jovens à participação. Além de um grupo de sucesso, a Banda AfroReggae pode ser vista, hoje, como um modelo de projeto social. Por essa razão, mais três grupos musicais já estão se formando em Vigário Geral: Banda Makala Música e Dança, Afro Lata e Afro Samba.

Coordenador de percussão do Grupo Cultural AfroReggae e percussionista da Banda AfroReggae, Altair Martins vê na música uma forma de quebrar barreiras.

“A música é un
iversal, dispensa idiomas. Não só no Brasil, mas no mundo todo, ela aproxima classes sociais totalmente diferentes e acaba com problemas de comunicação e relacionamento.”

Para Altair, a música é responsável por criar oportunidades e elevar a auto-estima de jovens e crianças.

“A música é o instrumento de agregação e transformação de quadros críticos da sociedade”.

E, investir no potencial artístico de jovens, levando educação, arte e cultura a lugares marcados pela violência é uma forma de criar oportunidades para aqueles que sofrem com o preconceito e a discriminação.

Outro artista que também surgiu na comunidade e está ganhando o Brasil é o cantor romântico CHARLYS DA ROCINHA. Ele começou a cantar aos 18 e se inspira em Roberto Carlos.

CHARLYS DA ROCINHA já vendeu mais CD’s que Roberto Carlos na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio, onde mora. O seu CD já bateu a marca de 300 mil cópias vendidas e sua música está em primeiro lugar em vários estados do país. Tanto é que em 2006 realizou 275 shows entre a cidade de São Paulo e os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins.

Agora CHARLYS DA ROCINHA vem com DEZ MOTIVOS, seu mais recente trabalho, quarto cd no estilo forró, cuja música de trabalho, também chamada Dez Motivos, já vem sendo tocada em várias rádios por todo o país, principalmente no norte e nordeste, onde ocupa os primeiros lugares em
execução.

Se de um la
do a música desce o morro e invade o país, de outro a TV continua ditando a moda. Através dos personagens das famosas novelas, a indústria da confecção tem altos e baixos em suas vendas.

Hoje, no âmbito geral, pode-se considerar que a chamada “classe baixa” está ganhando espaço na divulgação de sua arte em diversos segmentos culturais. É difícil prever o futuro de cada manifestação, em razão de que cultura se manifesta a cada momento, em cada classe social, seja em uma música, em uma coreograf
ia, numa peça teatral, num poema... Enfim, o futuro da cultura é o presente, e o presente se faz a cada momento.


Stéphanie Alves
aluna
da oficina de teatro da Cia. Tumulto
stephanieealves@hotmail.com


Visite os sites:
http://www.afroreggae.com.br/
http://www.flogao.com/charlysdarocinha

Por Jô Cardozo


Há tempos eu não ia a uma peça de teatro, pois confesso que é algo, hoje em dia, que tem que me prender muito. Um amigo, que trabalha como Vj na peça “Renato Russo” me convidou para ir nesse espetáculo. Eu topei na hora, toda minha infância passara escutando Legião por causa de minha irmã mais velha, apesar de conhecer pouco sobre a pessoa como indivíduo eu o conhecia mais como músico.

Quando começou a peça, confesso que fiquei um pouco frustrada, por ver um cara como o plágio de Renato Russo, cabelos e barba pintados como os do próprio e a voz nada parecida com a do original. A banda Arte Profana tocava atrás do palco, e quando se fechava os olhos parecia o verdadeiro Legião Urbana, mas só a banda mesmo...

Logo depois, começou a peça e o mais engraçado, fui me envolvendo e me prendendo. O cara gesticulava e falava igual ao Renato Russo (alto, palavrões, gírias, a maneira de cantar), então, percebi o momento da incorporação, quando o ator Bruce Gomlevsky se desprendia do seu “Eu” e encarnava o maior cantor e compositor do Rock Brasileiro da década de 80. Eu olhava para os lados e percebia, o mesmo olhar que o meu. Pois é! Realmente, eu estava impressionada com tal atuação, confesso que é difícil imitar alguém e ainda mais fazendo um “monólogo”, que é a minha preferência como peças de teatro.

A peça é simplesmente incrível! Assistir como era a vida da pessoa, os seus problemas e frustrações sendo interpretadas. Entre o intervalo das músicas e as atuações o mais interessante é que a peça me deixou tão entretida, que depois até perguntei para os amigos que foram comigo se a sensação deles era a mesma que tive de que, com o passar do tempo ali naquele período de quase duas horas, a voz do Bruce se tornara idêntica a do Renato. Você até acredita que é ele mesmo que está ali cantando e falando, sem imitação, que é real. Foi absurdamente espetacular sentir e ver isso. Era simbólico ver Bruce se alisando, deitando no chão e se arrastando como Renato fazia em diversos shows já vistos. Cheguei a chorar quando vi, tamanha a crença no que estava assistindo.

Bruce coloca na veia no espectador toda a história de Renato. Entre linhas, conta primeiramente sobre sua vida no Rio de Janeiro, depois sua ida para os EUA com a família, o que explica seu inglês fluentemente. Conta quando voltou a morar um tempo no Rio de Janeiro e sua família resolve ir para Brasília. Com 15 anos descobriu-se que Renato possuía uma doença rara chamada “epitisiólise” (uma doença óssea), em que ele passa um bom tempo na cadeira de rodas e deitado, sem nenhum movimento. Logo depois, ele viera a descobrir que tinha que transformar suas poesias e que poderia transformá-las em músicas, o que dava mais motivação para sua melhora. Em seguida o envolvimento com drogas, mulheres, homens. Sua inserção na primeira banda chamada “Aborto Elétrico” (antes da Legião) com Felipe Lemos e André Pretorius. Um profeta que antevia tudo o que podia acontecer de uma situação que ele convivia ou veria um tempo depois.

A cada passagem que o Renato teve em sua vida, ele escrevia uma história e transformava em música como Eduardo e Mônica, Geração Coca-Cola, Ainda é Cedo, Tempo Perdido, Será... Toda essa mistura dava o sucesso da Legião Urbana com Marcelo Bonfá, Renato Rocha, Dados Villa-Lobos e o próprio Renato Russo... Começaram os diversos shows por Brasília, que era a cidade do desespero para bandas de rock, pois a educação era pouca para dias de eventos... Muita revolta, década dos anos 80, jovens totalmente rebeldes, não tinham limites e nem noção para assistir ao show e mesmo eles sendo a banda de rock brasileira mais famosa daquela época, também não passavam batidos pela injúria da galera de Brasília... Em homenagem, a todo esse transtorno ele fez a música “Que país é esse?”, na qual relatava que ninguém respeitava a constituição e mesmo assim acreditava no futuro da nação, um fato que acho que até ele mesmo acreditava.

Em outro momento de frustração, Renato resolve ir para fora do Brasil, pois dizia que aqui não havia mais respeito pelos músicos e que não estava dando dinheiro, porque os shows estavam totalmente defasados e ele precisava se distanciar para trazer um novo trabalho. Nos EUA, conhece Scott que se torna seu amigo e o leva para o mundo da heroína. Renato acaba se apaixonando por Scott com quem ficou um bom tempo.

Com a queda das poupanças do Governo Collor, ele diz que tem que voltar, pois teria que fazer algo, levantar uma grana com shows. Estava começando a falir, a venda de seu cd italiano ainda não havia feito tanto sucesso e também porque descobriu que seu filho havia nascido e que a mãe dele havia morrido, ele pede a Scott que volte com ele para o Brasil. Chegando aqui, ele pega seu filho recém-nascido assume sua paternidade, leva-o para a família e assume também sua homossexualidade, tornando-a pública. Depois ele faz a música, Pais e Filhos em homenagem ao nascimento do seu filho em que relata que a mãe da criança se atirou de uma janela... Com depressão pós parto (acho que era isso)...

Gravou mais dois cds antes de vir a falecer, o italiano, totalmente dedicado ao Scott e mais um com a Legião. Logo depois, entra em depressão profunda devido a sua crise amorosa, compondo a música de sucesso nacional Vento no Litoral.

Diante de tudo que redigi, subtende-se que uma pessoa (que no caso sou eu), que não sabia nada da história da vida de Renato Russo, hoje pode contar a vida dele, porque parece que sentei com ele durante uma entrevista de duas horas e agora faço parte do vínculo de amizade de Renato Russo. Isso se dá, por um trabalho tão perfeito feito pelo ator Bruce depois de uma pesquisa de mais de 5 anos e com o apoio total da própria família de Renato. Tive a oportunidade de trocar uma idéia bem rápida com o Bruce onde eu soube desse detalhe da pesquisa dele e como ele montou a sua equipe. Hoje na verdade a venda da peça, quase nem acontece mais, pois já é contratada automaticamente. Se o cara quiser ficar fazendo isso a vida toda, tá feito.

O mais interessante foi conversar depois com a equipe e saber da receptividade da peça em cada cidade. Eles disseram que no Rio de Janeiro todos os dias esgotam, mas que é mais impressionante quando fazem show no Centro-Oeste, Sul e Nordeste, onde as pessoas não ficam sentadas como em um teatro normal, eles se levantam, pulam e cantam como se fosse mesmo um show da Legião e que por diversas vezes o Bruce acredita ser o próprio Renato e estende o show cantando diversas músicas pedidas pelo próprio público.

Quando eu gosto de um trabalho também procuro pesquisar sobre, saber mais e ainda sim, espalhar para todos, o quanto é bom e vale à pena gastar uma grana para assistir uma peça que está campeã de bilheteria pela 3ª vez na cidade do Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano. Dirigida por Mauro Mendonça Filho que dito por ele, o ator Bruce Gomlevsky, “recria a alma, e não a imita".






Jô Cardozo

aluna da oficina de teatro da Cia. Tumulto
jo_cine_roteirista@oi.com.br



Visite o site:
http://www.renatorusso.com.br/

quinta-feira, setembro 18, 2008

" O SUPER SINCERO LUIZ FERNANDO GUIMARÃES INVADIU A TUMULTO E DEU DICAS DE UM SEDUTOR"


Continuando os encontros no curso de formação de ator da Cia. de Teatro Tumulto, realizado aos sábados na base da CUFA - Cidade de Deus, tivemos a participação enriquecedora do ator e comediante Luiz Fernando Guimarães no dia 16 de agosto de 2008. O simpatico convidado já explicando aos alunos do curso que não sabe dar aulas pois " não é professor". Arrancando gargalhadas do grupo e partindo para um Bate-papo muito interessante, no qual nos relatou sua trajetória como ator e a transição de um ex -Bancário para o mundo do teatro com o famoso e revolucionário grupo de Teatro " Asdrubal Trouxe o Trombone", Luiz Fernando estreou com a peça " o Inspetor Geral" e se manteve durante doze anos no grupo ao lado de outros grandes artistas de sua geração como: Regina Casé e Evandro Mesquita. Após a animada Conversa, a Cia. Tumulto propôs a encenação de duas cenas improvisadas que foram analisadas pelo ator e refeitas a seguir, remodelando com as orientações do " Professor". Um trecho da peça " Numa Esquina Qualquer" tambem foi exibido ao ator, que parabenizou a Cia. Tumulto pela sua " cara-de-pau".
Thiago Ramos

quinta-feira, agosto 14, 2008

TUMULTO ANÔNIMO


No segundo dia de aula com professores convidados no curso de Sábado da Cia. de Teatro Tumulto realizado no último dia 09 de Agosto, já houve uma quebra do convencional: ao invés do professor ir até a base da CUFA , os alunos é que foram até o professor, mais precisamente até a Fundição Progresso no tradicional bairro da Lapa, onde funciona a sede do Teatro de Anônimo. A " anônima" Regina Oliveira, integrante do grupo desde a primeira formação, ministrou um aula onde os alunos puderam exercitar a concentração e a cumplicidade, que são essenciais para qualquer montagem teatral. Através de jogos importantes para o desenvolvimento da percepção e da generosidade, Regina incentivou os integrantes da Cia. de Teatro tumulto a aperfeiçoarem seus talentos com ritmo, agilidade e improvisação. A professora orientou ainda, que até mesmo através de " brincadeiras infantis", tais como " escravos de Jó" e " dança das cadeiras", podemos realizar exercícios que auxiliam no estudo do Teatro.
Thiago Ramos


TUMULTUANDO O PALCO GIRATÓRIO

O projeto Palco Giratório, onde grupos de diversas localidades fazem um ciranda cultural percorrendo mais de vinte cidades de todo o Brasil, trouxe até nós o grupo gaúcho Cia. do Giro, que através de convite formalizado pelo SESC, convidou a Cia. de Teatro tumulto para um Workshop específico de "Clown" e ''Bufão", ministrado pelos professores palhaços Daniela Carmona e Adriano Basejo. A dupla elogiou a receptividade com que os integrantes da Cia. de Teatro Tumulto: Alex Borges, Ana Sabbagh, Elaine Raymundo, Fátima Porto, Geysa Ramos, Joana Lopez, Tatiane Veras e Thiago Ramos demonstraram dura nte as três horas de oficina. Após a apresentação individual de todos os envolvidos no trabalho, começaram a primeira parte da aula, onde ficou evidenciado que os atores devem estar sempres atentos ao que acontece ao seu redor, tirando proveito disto para abrilhantar ainda mais sua interpretação.Na segunda parte foi demonstrado que o jogo do ator para com a platéia deve ser ininterrupto, mesmo que não seja um espetáculo onde seja quebrada a
"quarta parede". A aula foi realizada na nova sede do SESC/SENAC.
Thiago Ramos

PREFEITÁVEIS - 2ª DIA

O projeto "PREFEITÁVEIS", realizado pela CUFA, tem por objetivo, possibilitar aos candidatos a prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro uma apresentação mais intimista aos moradores da Cidade de Deus, que por sua vez podem obter respostas para suas questões quanto ao programa de governo de cada candidato. No segundo dia de evento, realizado sempre as 6ª feiras, esteve presente o candidato do PSOL/RJ Chico Alencar, que disse estar lisonjeado com a oportunidade de participar do debate, que desta vez teve como mediadora a Jornalista Sandra Almada. O evento contou ainda com a presença de MV Bill, Anderson Quak e Nega Gizza, que entregou a carta compromisso padrão ao prefeitável. Além da exibição de vídeos editados pela equipe do Audiovisual da CUFA, também houveram apresentações de Break e da Cia. de Teatro Tumulto, sempre marcando presença. Chico, demonstrou ter ficado impressionado com a mensagem do texto, interpretado pelo Ator Ricardo Andrade e, estimulado pelo evento, partiu pensando em vários projetos culturais para empregar na comunidade.
Thiago Ramos